Há um silêncio particular nas manhãs frias do Rio Grande do Sul. Um silêncio que não nasce da ausência de sons, mas do modo como o mundo parece falar mais baixo. A cerração cobre as ruas como um lençol antigo, o chimarrão desenha fumaças lentas no ar, e as casas despertam devagar, como se o inverno ensinasse à vida uma forma menos apressada de existir.
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